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terça-feira, 6 de julho de 2010

William Faulkner



























New Albany, 25 de Setembro de 1897 - Byhalia, 6 de Julho de 1962: entre uma data e outra escreveu um dos livros que mais amo.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

«To Have and Have Not» de Howard Hawks, 1944
























To Have and Have Not é, literalmente, um filme único na história do cinema. Isto porque é o único filme que, tanto quanto sei, é baseado num conto de um prémio Nobel da literatura e o argumento foi escrito por outro prémio Nobel da literatura, textos de Hemingway e Faulkner, respectivamente. No caso de Faulkner, esta foi uma de duas colaborações com Hawks/Bogart e Bacall (a outra foi The Big Sleep).
O filme é bom, mas desiludiu-me um pouco. É como se lhe faltasse um certo nexo que unisse melhor as diferentes personagens (não necessariamente o enredo). Por outro lado, não consigo deixar de pensar que esta película tem propositadamente muitas semelhanças com Casablanca (1942). Mas Casablanca é muito melhor.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Gostaria de voltar a fazer um filme?

Sim, gostava de fazer um a partir do Mil Novecentos e Oitenta e Quatro, de George Orwell. Tenho uma ideia para um final que provaria a tese em que tenho insistido constantemente: o homem é indestrutível devido ao seu simples desejo de liberdade.

William Faulkner em Entrevistas da Paris Review, Selecção e Tradução de Carlos Vaz Marques, Tinta da China, 2009.

As Pessoas Só Aprendem Errando

O jovem escritor será um tolo se seguir uma teoria. Ele que se eduque a si próprio pelos seus próprios erros; as pessoas só aprendem errando. Um bom artista acredita que ninguém é suficientemente bom para lhe dar conselhos. Tem uma forma superior de vaidade. Independentemente da admiração que tenha pelo velho escritor, quer superá-lo.

William Faulkner em Entrevistas da Paris Review, Selecção e Tradução de Carlos Vaz Marques, Tinta da China, 2009.

domingo, 1 de novembro de 2009

O Som e a Fúria

É o livro (O Som e a Fúria) pelo qual sinto uma ternura maior. Não conseguia pôr aquela história de parte e nunca fui capaz de a contar como deve ser, embora tenha tentado arduamente e gostasse de tentar de novo, ainda que provavelmente voltasse uma vez mais a falhar.

William Faulkner em Entrevistas da Paris Review, Selecção e Tradução de Carlos Vaz Marques, Tinta da China, 2009.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

De Mais Ninguém

Se eu não tivesse existido, alguém me teria escrito, a mim, a Hemingway, a Dostoiévsky, a todos nós. A prova disso mesmo é ter havido dois ou três candidatos à autoria das peças de Shakespeare. Mas o que é importante é o Hamlet e o Sonho de uma Noite de Verão - não quem os escreveu mas o facto de alguém o ter feito. O artista não tem qualquer importância. Só aquilo que ele cria é importante, uma vez que já não há nada de novo a dizer. Shakespeare, Balzac, Homero escreveram tudo o que havia para escrever sobre os mesmos assuntos e se eles tivessem vivido durante mais mil ou dois mil anos os editores não teriam precisado de mais ninguém daí em diante.

William Faulkner em Entrevistas da Paris Review, Selecção e Tradução de Carlos Vaz Marques, Tinta da China, 2009.

sábado, 8 de agosto de 2009

«The Long Hot Summer», Martin Ritt, 1958













The Long Hot Summer
é um filme de 1958, realizado por Martin Ritt, com Orson Welles, Paul Newman e Joanne Woodward, esposa de Paul Newman, acerca da qual, quando uma vez entrevistado pela Playboy lhe perguntaram se ele não sentia a tentação de «pular a cerca», ele respondeu: «I have steak at home, why go out for hamburger?». O casamento durou cinquenta anos.
O argumento do filme é baseado na obra de Faulkner The Sensational Novel e, para não fugir à regra em textos deste autor, passa-se no Sul, no estado do Mississipi. Orson Welles aparece aos gritos em quase todas as cenas, Paul Newman uma vez em tronco nu. Cavalos do Texas são objecto de uma venda enganosa. A expectativa que se vai criando assenta bastante no suspense de certas cenas.
Se quisesse definir este filme com uma frase feita diria que é sobre a natureza humana e de como a ideia de imortalidade, para quem conhece bem os homens e os seus desígnios, reside apenas na esperança de que a nossa natureza se repita naqueles que são excessivamente semelhantes a nós.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Faulkner retratado por Cartier-Bresson
























Em 1947, Henri Cartier-Bresson fotografou William Faulkner, na terra natal deste, Oxford, no Mississipi. Nesse mesmo ano, também o (então) jovem escritor Truman Capote seria captado pela objectiva do fotógrafo francês. Quer no caso de Faulkner, quer no de Truman Capote, são dos retratos mais famosos que deles possuímos. Se bem que no registo que acima se deixa, Faulkner acompanhado pelos seus cães, não esteja com tanto estilo como aqui.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Void

A sombra dos afogados fica sempre dentro de água a vigiá-los.

- William Faulkner, O Som e a Fúria (1929)



Na feira do livro semanal da rua Anchieta, olhei para Manuel João Vieira carregando sacos cheios de livros e senti-me pressionado: «Tens de comprar qualquer coisa. Nem que seja para fazer figura.» Peguei em O Som e a Fúria, de William Faulkner, perguntei ao alfarrabista quanto era. «Dois euros», respondeu-me. Desfolhei umas páginas e gostei. Entrei e saí do autocarro a ler. Cheguei a casa. Varei mais umas páginas. Fui para a cama. Levantei-me para beber água. Mais umas leituras. Por duas míseras moedas de euro (o preço de «qualquer coisa»), fiquei com uma grande obra.