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sábado, 22 de outubro de 2011

Uma livraria de viagens

A Palavra de Viajante abriu hoje e fica ali para os lados de S. Bento. Deixo a nota de que é um espaço muito agradável e uma boa livraria dedicada - sobretudo - a literatura de viagens.

terça-feira, 22 de março de 2011

Alfarrábio

Nunes Batista é uma livraria on-line que se dedica à compra e venda de pequenas e grandes bibliotecas, livros usados, raros e esgotados.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Gatos de Livraria

Um catálogo de gatos que vivem em livrarias. O meu favorito é o da The Iliad Bookshop. Por cá, na loja da Cotovia na rua da Trindade também há um gato, preto, que dorme dentro de um cesto.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Uma livraria nova (a abrir até Março de 2010). Resta-nos desejar a melhor sorte (e fazer uma visita, levando connosco amigos que se interessem por História Natural).

domingo, 22 de novembro de 2009

Sem Ofensa

Aqui há dias entrei na livraria do cinema King. A livraria do cinema King era uma boa livraria, que salvo o erro pertencia à Campo das Letras e tinha uma bom catálogo, vendendo livros de inúmeras editoras e não exclusivamente da Campo das Letras. O livreiro responsável, ou o gestor da livraria, devia ser alguém que percebia de livros porque o catálogo era excelente.
Lá comprei livros tão bons como O Ofício de Viver, Terna é a Noite, Poema do Senhor, Ariel, só para citar alguns títulos. As vantagens daquela livraria era inúmeras. Perto de casa, com um café lá dentro (o café do King), um sítio onde ficar à espera do próximo filme, e, claro, o que já referi, um catálogo excelente. Aqui há dias entrei lá. Bem!
Para começar, a livraria do King tinha uma iluminação que dava para ver os livros. Ao entrar estranhei um pouco a iluminação vermelha e os sofás encarnados ao meio, com uma mesinha com um candeeiro entre eles. A luz vermelha não deixava ver bem as estantes e, para mim que sou míope, desdobrou logo toda a atmosfera num milhão de pontinhos que os meus olhos têm dificuldade em focar. As estantes da livraria do King estavam sempre cheia de livros, havia livros em toda a parte, e uma pequena secção que vendia t-shirts e postais de cinema.
Agora as estantes são uns expositores, que vendem uns livros que pelo título não me dão vontade de espreitar o conteúdo (e eu regra geral não sou preconceituosa, tento ler primeiro, depois é que aprovo ou desdenho), de uma tal Chiado Editora (só há livros desta editora, pelo que suponho que compraram o espaço, porém não mantiveram para a livraria a política seguida pela Campo das Letras). Enfim, só a muito custo é que se percebe que se trata de livros nas estantes e quais os títulos, porque a luz vermelha cria o ambiente adequado a, digamos, uma casa de putas (sem ofensa para as putas) mas não a uma livraria. A Campo das Letras «prostituía» bem o seu material, a Chiado Editora nem por isso: a luz vermelha esconde os livros.
Lá mais para um canto ainda estavam alguns livros (muito poucos) que supus serem as sobras da antiga livraria do King. Enfim, menos uma livraria de jeito em Lisboa. Safava-se a empregada que era simpática e mesmo com a luz vermelha deve ter topado o meu grau de desilusão.
Na livraria do King um dos membros deste blogue comprou um número 1 da revista Euphrosyne Nova Série em segunda mão autografado por Rebelo Gonçalves (um classicista saberá do que falo), e esta era a qualidade da livraria em questão.

sábado, 3 de outubro de 2009

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Uma livraria em Lisboa

Em Lisboa desenvolvi, ao longo dos anos (poucos) em que cá vivo, uma estranha predilecção por uma livraria com tendências de alfarrabista em que, sempre que o livreiro me pergunta o que procuro, tenho a impressão que, dependendo da resposta, ele vai sacar da caçadeira que (aposto) guarda debaixo do balcão e pedir-me não muito educadamente para sair.
Em tempos um colega levou lá um primo a quem, quando este se preparava para comprar determinado livro, o livreiro disse que aquilo não era para ele e que não lho vendia. Um vendedor zeloso em relação à sua mercadoria, portanto.
Pergunta-se o leitor deste post o que diabo pode haver de agradável num espaço em que o proprietário nem sempre é afável com estudantes de literatura parasitas e semi-adolescentes (tipo eu) que lá vão animar-lhe o negócio e eu respondo: lá sempre encontrei livros que raramente aparecem noutros sítios e não sei como vão lá parar, mas o facto é que se encontram ali, às vezes muito à mão de semear. A livraria não é meramente alfarrábio, pelo que também se vendem as novidades editoriais.
Para terem uma noção da categoria, foi nesta livraria que pela última vez tive notícia da tradução portuguesa de um livro chamado From Vergil to Milton, de C. M. Bowra (Sir Cecil Maurice Bowra, reputado classicista que neste livro dedica um brilhante ensaio aos Lusíadas). E não, o livreiro não olhou para mim e não me perguntou com um ar espantado: quer o quê? Limitou-se a responder-me: há um ano ou dois vendi o último, talvez volte a aparecer entretanto. O único defeito que aponto à livraria é que por vezes é um pouco lenta em termos de venda de novidades editoriais.
Não há um café ou um espaço para ficar na conversa, como (mais ou menos agradavelmente) se tem tornado prática em algumas das livrarias de Lisboa que considero que têm qualidade em termos dos seus catálogos, como por exemplo a Bulhosa de Entrecampos, a Barata de Roma, ou a Trama do Rato.
Esta livraria agrada-me porque não é (nem nunca será) um supermercado de livros e porque, creio, é das últimas livrarias em Lisboa que me parece pensada para estudantes de literatura (pelo sólido acervo de textos literários e sobre literatura que possui), coisa que, convenhamos, a livraria da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, pelo menos para mim, nunca foi. Isto não só porque os seus responsáveis não percebem rigorosamente nada de literatura (ou se percebem disfarçam bem) e porque, espantem-se, a larga maioria dos estudantes de letras da capital lê muito pouco, o que não ajuda ao dinamismo comercial na livraria de Letras.

P.S.: A livraria é a Lácio (Campo Grande, 111, 1700-089 Lisboa).