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quarta-feira, 30 de novembro de 2011
terça-feira, 25 de outubro de 2011
sexta-feira, 4 de junho de 2010
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Um «screentest» de «East of Eden», 1955
(Espécie de piada para cinéfilos. Paul Newman não ficou com o papel de Adam que foi para Richard Davalos, James Dean desempenhou, para mim, o melhor papel da sua carreira. Ou daí talvez o segundo melhor.)
domingo, 27 de setembro de 2009
«Sweet Bird of Youth» de Richard Brooks, 1962

Sweet Bird of Youth é a transposição para cinema da obra homónima de Tenessee Williams. Importa dizer, antes de continuar, que não é justo, seja para que filme for, ser vendido na mesma caixa que The Night of The Iguana, A Streetcar Named Desire e Cat in a Hot Tin Roof, mas a verdade é que vêm todos no «pack» que reúne as adaptações ao cinema de algumas das peças de Tenessee Williams.
Servem estas considerações para dizer que até admito que Sweet Bird of Youth possa estar uns pontos abaixo de qualquer outro dos três títulos que referi, em parte porque é difícil para um Paul Newman de qualquer-filme-que-ele-tenha feito rivalizar com o Paul Newman que dá vida a Brick Pollitt. Porém, Chance Wayne é daquelas personagens interpretadas por Paul Newman que, por qualquer motivo, uma vez vista se torna inesquecível.
Chance Wayne é um homem, ainda jovem, que deixou a sua terra natal para tentar uma carreira como actor e fracassou. Vê-se forçado a regressar, e acaba por reencontrar o seu amor de juventude, uma moça que dá pelo apropriado nome de Heavenly (Shirley Knight).
Sweet Bird of Youth é um daqueles filmes que nos mostra como, quando pensamos que já nada nos pode ser tirado, que tudo o que havia a perder está perdido, resta sempre alguma coisa que nos pode ser roubada.
Porém, dependendo da índole do homem em causa, da sua habilidade para a esperança, da constância da «sua miúda», aquela que ficou na terra à sua espera, há ainda uma forma de continuar a viver, como se houvesse uma parte do espírito dos homens que guardasse instintivamente a disponibilidade para ser feliz.
Sempre achei que é a capacidade de perder, aliada a uma imensa esperança e alguma generosidade, que impede este filme de se tornar uma tragédia perfeita. Por demonstrar isto, e depois de nos mostrar cenas deveras cruéis, Sweet Bird of Youth converte-se num filme maravilhoso.
Servem estas considerações para dizer que até admito que Sweet Bird of Youth possa estar uns pontos abaixo de qualquer outro dos três títulos que referi, em parte porque é difícil para um Paul Newman de qualquer-filme-que-ele-tenha feito rivalizar com o Paul Newman que dá vida a Brick Pollitt. Porém, Chance Wayne é daquelas personagens interpretadas por Paul Newman que, por qualquer motivo, uma vez vista se torna inesquecível.
Chance Wayne é um homem, ainda jovem, que deixou a sua terra natal para tentar uma carreira como actor e fracassou. Vê-se forçado a regressar, e acaba por reencontrar o seu amor de juventude, uma moça que dá pelo apropriado nome de Heavenly (Shirley Knight).
Sweet Bird of Youth é um daqueles filmes que nos mostra como, quando pensamos que já nada nos pode ser tirado, que tudo o que havia a perder está perdido, resta sempre alguma coisa que nos pode ser roubada.
Porém, dependendo da índole do homem em causa, da sua habilidade para a esperança, da constância da «sua miúda», aquela que ficou na terra à sua espera, há ainda uma forma de continuar a viver, como se houvesse uma parte do espírito dos homens que guardasse instintivamente a disponibilidade para ser feliz.
Sempre achei que é a capacidade de perder, aliada a uma imensa esperança e alguma generosidade, que impede este filme de se tornar uma tragédia perfeita. Por demonstrar isto, e depois de nos mostrar cenas deveras cruéis, Sweet Bird of Youth converte-se num filme maravilhoso.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
sábado, 29 de agosto de 2009
Uma diálogo de «Hud» de Martin Ritt, 1963

[Lonnie]He's beginning to look kind of worn out, isn't he? Sometimes I forget how old he is. Guess I just don't want to think about it.
[Hud]It's time you started.
[Lonnie]I know he's gonna die some day. I know that much.
[Hud]He is.
[Lonnie]Makes me feel like somebody dumped me into a cold river.
[Hud]Happens to everybody: Horses, dogs, men. Nobody gets out of life alive.
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
«The Sting», 1973, George Roy Hill

Em 1973, o realizador George Roy Hill juntou Paul Newman e Robert Redford para filmar The Sting, uma história de gangsters passada nos anos 30. Para quem viu filmes desta década parece que a vibe está lá toda. O ambiente do filme, pode parecer disparate, mas recorda-me muitas vezes filmes de Frank Capra.
The Sting é a história de um miúdo inteligente (Redford), que é quase tão rápido a aprender como a perder dinheiro ao jogo e que se quer vingar por lhe terem morto o seu mestre na vida do crime. Neste filme, há ainda espaço para a história de um bandido (Newman) reformado mas cheio de potencial, que vive com a dona de um bar/casa de meninas, e que aceita juntar-se à personagem de Redford para levarem a cabo o golpe da vida deles, com Hooker (Redford) a conseguir pelo meio a sua vingança.
Hill dividiu o filme numa espécie de capítulos em que as transições entre as partes principais são assinaladas por um virar de página com uma ilustração alusiva à parte que se segue, às tantas parece que não estamos a ver um filme mas a assistir a um conto, a história ajuda-nos a criar esse distanciamento (se alguma vez o virem vão perceber porquê).
Hill dividiu o filme numa espécie de capítulos em que as transições entre as partes principais são assinaladas por um virar de página com uma ilustração alusiva à parte que se segue, às tantas parece que não estamos a ver um filme mas a assistir a um conto, a história ajuda-nos a criar esse distanciamento (se alguma vez o virem vão perceber porquê).
Neste filme há uma cena em que Henry Gondorff (Newman) e Lonnegan (Robert Shaw) estão a jogar às cartas, Newman vai fingindo estar podre de bêbado, mas entretanto são apostados quinze mil dólares, e no fim ganhou quem melhor fez batota. Redford passa a maior parte do filme a fugir de mafiosos que por ordem de Lonnegan o querem matar, pelo que (aposto) correu muitos quilómetros durante as filmagens. Há uma cena dele a correr em cima de um telhado com o tipo que o está a perseguir a correr de um lado para o outro à medida que lhe ouve os passos, espantosamente bem filmada. Há uma cena em que Hooker dá um passo em falso, avalia mal o carácter da miúda por quem se apaixona, e quase acaba morto. Há um polícia corrupto, e irritante como tudo, que no fim tem o que merece. A banda sonora é muito boa, e dá vontade de dançar, mesmo a pessoas muito pouco musicais, categoria em que me incluo.
A tensão entre Newman e Robert Shaw é constante, mas gerida de uma maneira que nos diverte. É um prazer ver o rosto de Redford enquadrado pela linha do chapéu que usa em quase todas as cenas e que o faz parecer uma daquelas estampas de figuras americanas desenhadas em caixas de chocolate antigas. Ficam abaixo umas linhas do filme (a tal cena em que Hooker se engana pela miúda).
[Loretta] You expect me to come out, just like that?
[Hooker] If I expected something, I wouldn't be standing in the hall.
[Loretta] I don't even know you.
[Hooker] You know me. I'm just like you. It's two in the morning and I don't know nobody.
A tensão entre Newman e Robert Shaw é constante, mas gerida de uma maneira que nos diverte. É um prazer ver o rosto de Redford enquadrado pela linha do chapéu que usa em quase todas as cenas e que o faz parecer uma daquelas estampas de figuras americanas desenhadas em caixas de chocolate antigas. Ficam abaixo umas linhas do filme (a tal cena em que Hooker se engana pela miúda).
[Loretta] You expect me to come out, just like that?
[Hooker] If I expected something, I wouldn't be standing in the hall.
[Loretta] I don't even know you.
[Hooker] You know me. I'm just like you. It's two in the morning and I don't know nobody.
sábado, 8 de agosto de 2009
«The Long Hot Summer», Martin Ritt, 1958

The Long Hot Summer é um filme de 1958, realizado por Martin Ritt, com Orson Welles, Paul Newman e Joanne Woodward, esposa de Paul Newman, acerca da qual, quando uma vez entrevistado pela Playboy lhe perguntaram se ele não sentia a tentação de «pular a cerca», ele respondeu: «I have steak at home, why go out for hamburger?». O casamento durou cinquenta anos.
O argumento do filme é baseado na obra de Faulkner The Sensational Novel e, para não fugir à regra em textos deste autor, passa-se no Sul, no estado do Mississipi. Orson Welles aparece aos gritos em quase todas as cenas, Paul Newman uma vez em tronco nu. Cavalos do Texas são objecto de uma venda enganosa. A expectativa que se vai criando assenta bastante no suspense de certas cenas.
Se quisesse definir este filme com uma frase feita diria que é sobre a natureza humana e de como a ideia de imortalidade, para quem conhece bem os homens e os seus desígnios, reside apenas na esperança de que a nossa natureza se repita naqueles que são excessivamente semelhantes a nós.
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