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sexta-feira, 10 de maio de 2013
terça-feira, 7 de maio de 2013
segunda-feira, 6 de maio de 2013
sábado, 4 de maio de 2013
The Arrival, Shaun Tan
Eu ia escrever que ler, ver, este livro a um sábado de manhã é como voltar a ter sete ou oito anos, mas The Arrival é tão mais que isso.
domingo, 7 de abril de 2013
I Companhia, 1
Um homem tão frágil quanto uma flor. Profissão: tudo o que convier no momento, quando precisa de conversar. Coxeia de mesa em mesa, aproxima-se dos outros com cuidado, chupa cego pedacinhos de nada que lhe atiram, vai pedinchando a esmola da atenção, com o olhar fere o sorriso ainda plano das crianças.
a correria ruidosa em volta do seu lugar – amarra-lhe o corpo, o disparo na respiração limpa de uma das crianças, marca-a com o dedo, a sedução em silêncio –
retomam o riso, a respiração ofegante, a correria. Procura nos bolsos. Uma sede que lhe torce a língua, come-lhe o estômago, fede à distância, dá-lhe náuseas.
Regresso ao escuro.
*
Tão frágil quanto uma flor. Como pegar nela, espremer o seu nervo escanzelado de vida, golpe azul que se deita espesso até ao fundo pela palma da mão –
dedos caridosos salpicam o derrame lento sobre o focinho do artista, dão-lhe a provar o cúmulo negro das unhas – dá voltas sobre a sua sombra, não consegue lamber – nenhuma palavra, nenhum fôlego, gane alto sem vergonha – de nada lhe servirá a vontade de falar
*
Frágil como uma flor. Mudá-la de sítio –
passa inclinado, despercebido, vaidoso nas suas pétalas rasgadas, a boca espera numa vontade de chuva, não se ouve – entra o sol, extingue o seu círculo branco de pétalas, desce certeiro até às raízes.
– vê, estão podres.
Frederico Pedreira
O Artista Está Sozinho
Lisboa, 2013, Edição de Autor
À venda nas livrarias Letra Livre, Paralelo W e FNAC.
sábado, 16 de março de 2013
quinta-feira, 14 de março de 2013
terça-feira, 12 de março de 2013
sábado, 23 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Rayuela
Podia escolher uma qualquer citação (tantas frases sublinhadas, tantas páginas anotadas), podia falar de Horacio ou de Maga, de Paris ou de Buenos Aires, da vida ou da morte, da ordem ou do caos, da arte ou da consciência, da solidão ou da sociedade. Mas não me apetece dizer nada. Ontem faziam a pergunta do costume: esse livro é sobre o quê? Não consigo. É sempre a mesma pergunta de merda mas desta vez não consigo. Inventa qualquer coisa. Não consigo. Sinto náusea em tudo o que faço desde ontem à noite. Como é que se explica isto? Há livros que nos atravessam como uma flecha e que deixam uma cicatriz profunda, indelével. Não sei se devia ter lido este livro, não sei se estava preparado para tudo isto, não sei se voltarei a ler tão cedo. Para que serve tudo isto, pergunta, entre cadernos preenchidos de palavras insignificantes, para quê?, ficheiros do pages cheios de vazio, para quê escrever se depois disto só se quer desaparecer?
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
terça-feira, 4 de setembro de 2012
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Habemus Catullum!
Já está disponível na livraria da Cotovia (Trindade, Lisboa) a primeira edição portuguesa (integral e não censurada) dos Carmina de Catulo (tradução e notas de André Simões e José Pedro Moreira, introdução de Ana Alexandra Alves de Sousa).
P.S. Isto é de verdade uma alegria.
sábado, 16 de junho de 2012
"Elegias de Cronos" de Nuno Dempster
O lançamento do próximo livro da Artefacto, Elegias de Cronos de Nuno Dempster, é no próximo dia 22 de Junho, na Sociedade de Instrucção Guilherme Cossoul. Mais informações aqui.
O vídeo de apresentação foi feito por Paulo Tavares.
O vídeo de apresentação foi feito por Paulo Tavares.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Arrivistas

São as suas personagens as mais das vezes anti-heróis?
São-no sempre. Abomino heróis, gente arrivista. As minhas personagens não fazem por isso, por ser arrivistas, estão plenamente metidos na vida. Têm o tempo todo. Não têm pressa.
Albert Cossery em entrevista de Brahim Zituni, in Jeune Afrique, 28-11 a 4-12-90, coligida no livro Mendigos e Altivos, Antígona.
domingo, 1 de abril de 2012
In praise of the CHCL
Cicero was murdered by the soldiers of Antony and Octavian in December of 43 B.C. In the following year, according to the ancient tradition, Virgil begun to write the Eclogues. A new age, in both politics and literature, had begun. The period between Virgil's début and the death of Ovid was one of extraordinary and unprecedented literary creativity at Rome. Perhaps no other half-century in the history of the world has witnessed the publication in one city of so many unquestioned masterpieces of enduring significance in so many different fields.
E. J. Kenney in «Uncertainties», The Cambridge History of Classical Literature, vol. II, Latin Literature, Cambridge University Press.
Às vezes lembro-me destes dois volumes de The Cambridge History of Classical Literature e penso que se houve algures manuais (na melhor acepção do termo, não naquela fronteira semântica em que o vocábulo tresanda a tristeza de sebenta) que dizem tudo o que há a dizer naquela que é por vezes uma perspectiva (tão usada mas tão) ingrata para o estudo de uma literatura, a cronológica, sem que os seus autores abdiquem, pela existência de uma checklist de factos a mencionar, de fazer uma leitura pessoal, aquela que não nos dogmatiza, que nos leva a confrontar a nossa própria, então estes livros (para mim) foram isso.
sábado, 17 de março de 2012
quarta-feira, 14 de março de 2012
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