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domingo, 12 de agosto de 2012

Fish



[EDMUND] You've just told me some high spots in your memories. Want to hear mine? They're all connected with the sea. Here's one. When I was on the Squarehead square rigger, bound for Buenos Aires. Full moon in the Trades. The old hooker driving fourteen knots. I lay on the bowsprit, facing astern, with the water foaming into spume under me, the masts with every sail white in the moonlight, towering high above me. I became drunk with the beauty and signing rhythm of it, and for a moment I lost myself -- actually lost my life. I was set free! I dissolved in the sea, became white sails and flying spray, became beauty and rhythm, became moonlight and the ship and the high dim-starred sky! I belonged, without past or future, within peace and unity and a wild joy, within something greater than my own life, or the life of Man, to Life itself! To God, if you want to put it that way. Then another time, on the American Line, when I was lookout on the crow's nest in the dawn watch. A calm sea, that time. Only a lazy ground swell and a slow drowsy roll of the ship. The passengers asleep and none of the crew in sight. No sound of man. Black smoke pouring from the funnels behind and beneath me. Dreaming, not keeping looking, feeling alone, and above, and apart, watching the dawn creep like a painted dream over the sky and sea which slept together. Then the moment of ecstatic freedom came. the peace, the end of the quest, the last harbor, the joy of belonging to a fulfillment beyond men's lousy, pitiful, greedy fears and hopes and dreams! And several other times in my life, when I was swimming far out, or lying alone on a beach, I have had the same experience. Became the sun, the hot sand, green seaweed anchored to a rock, swaying in the tide. Like a saint's vision of beatitude. Like a veil of things as they seem drawn back by an unseen hand. For a second you see - and seeing the secret, are the secret. For a second there is meaning! Then the hand lets the veil fall and you are alone, lost in the fog again, and you stumble on toward nowhere, for no good reason!
It was a great mistake, my being born a man, I would have been much more successful as a sea gull or a fish. As it is, I will always be a stranger who never feels at home, who does not really want and is not really wanted, who can never belong, who must always be a a little in love with death!

Eugene O'Neil, A Long Day's Journey Into Night, Nick Hern Books, 1991.

domingo, 10 de abril de 2011

Ainda Lumet

Eduardo Pitta pergunta-se, em Da Literatura, se terá morrido, em Sidney Lumet, o último clássico. É daquelas perguntas que são injustas para nomes como Godard, Ettore Scola, Martin Scorsese, Stanley Kubrick, ou mesmo um realizador que acho que pertence muitíssimo à mesma tradição de Lumet, que é Clint Eastwood (que como todos sabemos a seguir ao último dos Dirty Harry foi raptado por ET's e condenado a realizar filmes no mínimo bons até ao fim dos seus dias). Diria ainda que, só para citar nomes de língua inglesa, tenho muita esperança no trabalho de realizadores como James Gray, Christopher Nolan ou os irmãos Coen, só para citar alguns. Creio que todos estes se hão-de tornar clássicos, se é que não o são já (os Coen pela quantidade e pela qualidade acho que estão para lá de confirmados). Além disso, os clássicos na verdade nunca morrem.

Mad as hell


Sidney Lumet (1924-211), Network, 1976.

Sidney Lumet

domingo, 12 de dezembro de 2010

"Murder on the Orient Express" de Sidney Lumet, 1974




































Este é um filme com um elenco que é uma mitologia, filmado por um grande realizador (a Sidney Lumet bastava-lhe ter realizado Running on Empty  para conquistar para sempre e com indisputabilidade um lugar ao lado de Zeus no Olimpo e o direito de brincar com o raio de vez em quando), que gera uma desilusão proporcional às expectativas que alimentamos quando lhe lemos a ficha técnica. Salva-se por causa da fotografia, tão bonita, porque está tão bem filmado e porque dá vontade de ir de Istambul a Londres de comboio, o que nasce em parte da imensa imagem que vemos logo no princípio do Corno de Ouro ao entardecer. Em tudo o resto é uma variação sobre 12 Hungry Man, mas pior, porque Poirot não tem a densidade da personagem de Henry Fonda. A somar a  isto, ficamos hipnotizados pela visão do cabelo cheio de brilhantina de Hercule Poirot, a personagem mais irritante de sempre.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Há três dias atrás vi um filme muito, muito bom. Chamava-se Running on Empty e foi realizado por Sidney Lumet, em 1988. A personagem principal é um rapaz chamado Michael que na verdade se chama Daniel. Daniel e a interpretação dos sonhos e a cova dos leões. O filme não é sobre isso, é sobre coming of age. Não sei se temos uma expressão para dizer isto. Se temos não me ocorre. É uma personagem admirável este Daniel, porque o River Phoenix fez de facto um trabalho excelente a dar-lhe vida. É tudo, desde a cena inicial, em que ele aparece a tentar segurar os óculos na cara e vai falhando sucessivamente as bolas de um jogo de basebol até que finalmente acerta. Uma vida arrumada no meio do caos. A família de Daniel no início do filme abandona um cão e acaba por abandoná-lo a ele, ou melhor, não é abandoná-lo, é como quem diz: para crescer é preciso ser entregue à vida. Não sei se isto é freudiano. Acho que não. Sempre achei que Freud acerta muito pouco. A vida concreta às vezes vem como se fosse de pedra. Há coisas que escapam às palavras: precisam de acontecer, acontecem simplesmente. É uma das coisas que sempre me fez achar maravilhoso o cinema, quer isto dizer: admito que a desvantagem de um bom filme sobre um bom livro é o facto de as imagens acontecerem diante dos nossos olhos, nos livros em face da nossa imaginação, da nossa expectativa.
É um filme do Sidney Lumet mas parece Clint Eastwood no seu melhor. No pun intended.

quarta-feira, 31 de março de 2010

domingo, 13 de setembro de 2009

"12 Angry Men" de Sidney Lumet, 1957



















12 Angry Men é um filme de 1957, realizado por Sidney Lumet. É a história de um grupo de jurados que tem de tomar uma decisão sobre um caso de parricídio. Um miúdo de dezoito anos de um bairro de lata é acusado de matar o pai. Todas as provas parecem incriminá-lo. O facto de ter discutido com o pai nessa tarde. Uma vizinha que afirma tê-lo visto cometer o crime. O seu passado de pequenos furtos e violência. Um vizinho que conta que o viu fugir. A sua faca foi utilizada para esfaquear o pai.
Quando os membros do júri se reúnem, todos, à excepção de um, estão persuadidos de que o rapaz é culpado. Nos noventa minutos seguintes assistimos a um exercício que nos demonstra como ideias pré-concebidas e paixões pessoais podem prejudicar um juízo acerca de uma questão que, para aquele grupo de homens, seria à partida neutra, na qual eles não teriam qualquer interesse pessoal.
Este filme dá-nos uma noção de como certas acções serão sempre subjectivas, de como em todos os factos que nos são narrados pode sempre ficar um espaço para dúvida, mesmo perante actos aparentemente consumados. Uma grande interpretação de Henry Fonda, o jurado que quer apenas analisar o caso, e, sobretudo, de Lee J. Cobb, que quer que o rapaz seja condenado independente daquilo que os jurados possam vir a descobrir enquanto discutem e examinam as provas.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Uma fala de «Equus» de Sidney Lumet, 1977















[Martin Dysart] I wish...there was somebody in this life I could show... one... instinctive, absolutely unbrisk person that I could take to Greece... and stand in front of certain shrines and sacred streams and say: ''Look... life is only comprehensible through a thousand... local gods. Not just the old, dead gods, with names like Zeus... but living geniuses of place and person. Not just Greece, but modern England. Here spirits of certain trees... of certain curves of brick wall... of certain fish-and-chip shops, if you like... and slate roofs... frowns in people, slouches.'' I'd say to them: Worship... all you can see... and more will appear.