Mostrar mensagens com a etiqueta Jean Cocteau. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Jean Cocteau. Mostrar todas as mensagens

sábado, 3 de abril de 2010

Um vício da sociedade faz da minha rectidão um vício. Retiro-me. Por causa dos costumes de Cambacérès e da longevidade do código de Napoleão este vício, na França, não conduz ao cárcere. Não aceito, porém, que me tolerem. Isso fere o meu amor ao amor e à liberdade.

Jean Cocteau, O Livro Branco, Aníbal Fernandes (trad.), Assírio & Alvim, 2010

quarta-feira, 31 de março de 2010

Eu mantinha-me de pé

Eu mantinha-me de pé, encostado à porta, tão pálido que ele sentiu medo. «Adeus», murmurei com voz morta, «adeus. Enchias-me a vida e eu não via mais nada senão tu. Agora, o que vai ser de mim? Para onde hei-de ir? Como poderei esperar pela noite, e depois da noite pelo dia, e pela manhã, e pelo depois-de-amanhã? Como vou passar as semanas?» Eu só via um quarto turvo que se movia através das lágrimas, e contava pelos dedos com um gesto idiota.

Jean Cocteau, O Livro Branco, Aníbal Fernandes (trad.), Assírio & Alvim, 2010

terça-feira, 30 de março de 2010

O velho homem não se despe, tão facilmente como a cobra, dessa roupa leve agarradas às roseiras-bravas.

Jean Cocteau, O Livro Branco, Aníbal Fernandes (trad.), Assírio & Alvim, 2010