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sexta-feira, 31 de julho de 2009

A vergonha de ser de direita

Um artigo de João Cardoso Rosas, no i:


Em Portugal a maioria das pessoas de direita continua a ter vergonha de se afirmar como tal. O leitor faça a seguinte experiência: pergunte a alguns amigos se se consideram de direita ou de esquerda. Muitos darão respostas do tipo "não me situo nessa dicotomia", ou então "a dicotomia esquerda/direita está ultrapassada". Aqueles que assim responderem serão, quase infalivelmente, de direita. Com efeito, o receio das pessoas de direita de se identificarem como tal é tão grande que isso as leva a negar a própria dicotomia esquerda/direita, apesar de toda a gente a usar. Isso deve-se, provavelmente, à vinculação da direita portuguesa ao Estado Novo e à necessidade que ainda sente de desmentir essa identificação. Nos países socialistas, após a queda do Muro de Berlim, passou-se muitas vezes o contrário: aqueles que eram de esquerda, para não se afirmarem como tal e se afastarem da herança do "socialismo real", diziam frequentemente - e alguns ainda dizem - não ser de esquerda nem de direita.
Uma outra forma de verificar a vergonha que a direita tem da sua própria posição política consiste em atentar nos nomes dos partidos desse lado do espectro parlamentar, gerados no pós-25 de Abril. A força política situada mais à direita intitula-se partido do "Centro Democrático" e, como se isso não bastasse, também "Social", o que não anda muito longe de "socialista".

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Poupança

Enquanto o nosso primeiro-ministro fala sobre «crise do capitalismo» e «necessidade de maior investimento público», David Brooks escreve no New York Times sobre poupança. Alguns excertos:

(...)

The leverage wave crashed last fall. Facing the possibility of systemic collapse, the government stepped in and replaced private borrowing with public borrowing. The Federal Reserve printed money at incredible rates, and federal spending ballooned. In 2007, the federal deficit was 1.2 percent of G.D.P. Two years later, it’s at 13 percent.

(...)

The members of the political class face a set of monumental tasks. First, they have to persuade a country to postpone gratification for the sake of rebuilding the country. This country hasn’t accepted sacrifice in 50 years.

Second, political leaders will have to raise taxes and cut spending to get the federal fiscal house in order, and they will have to do it at a time when voters are already scaling back their lifestyles.

Third, they will have to refrain from doing anything that might further damage America’s fiscal position, which is extremely fragile. That means not passing a health care reform package unless it is really and truly paid for. That means forming a Social Security commission next year to tackle that entitlement problem.

Fourth, the political class is going to attempt the politically unthinkable. The U.S. is going to have to move toward a consumption tax, to discourage spending and encourage savings.