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terça-feira, 30 de março de 2010

...
car je serais toujours le Nombre et le Nombre refroidit
dans ses propres climats et dans ses autres
dans sa pluie et dans sa Gréce à lui là-haut
dans son été infaillible.
Gran feu ne me change pas
d'une main j'attrape la hauteur et la change
pasteurs étoiles eux aussi louent ma poitrine impérissable
grande feu ne me change pas.

Nikos Karouzos in Le Sac de Couchage. Anthologie de la poèsie grecque contemporaine: 1945:2000, Michel Volkovitch (trad.), Gallimard, 2000.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Alguns poetas são um exemplo a seguir:

Nunca trabalhou. Bebeu demasiado. Morreu na miséria. Devotou à poesia um amor total. Anarquista e colérico, manejava as palavras com uma alegria furiosa e levou esta alegria ao mais elevado ponto de arrebatamento.

(Michel Volkovitch sobre Nikos Karouzos, a tradução da frase é do francês, minha e tosca, claro está.)

Karouzos conta-se talvez entre aquele tipo de homens que tende a tornar-se naquela fala de Macbeth (em Macbeth de Shakespeare, evidentemente): There would have been a time for such a word. /To-morrow, and to-morrow, and to-morrow,/Creeps in this petty pace from day to day/ To the last syllable of recorded time,/ And all our yesterdays have lighted fools/ The way to dusty death. Out, out, brief candle!/ Life's but a walking shadow, a poor player/ That struts and frets his hour upon the stage/ And then is heard no more: it is a tale/ Told by an idiot, full of sound and fury,/ Signifying nothing.