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domingo, 20 de novembro de 2011
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
domingo, 12 de dezembro de 2010
"Murder on the Orient Express" de Sidney Lumet, 1974
Este é um filme com um elenco que é uma mitologia, filmado por um grande realizador (a Sidney Lumet bastava-lhe ter realizado Running on Empty para conquistar para sempre e com indisputabilidade um lugar ao lado de Zeus no Olimpo e o direito de brincar com o raio de vez em quando), que gera uma desilusão proporcional às expectativas que alimentamos quando lhe lemos a ficha técnica. Salva-se por causa da fotografia, tão bonita, porque está tão bem filmado e porque dá vontade de ir de Istambul a Londres de comboio, o que nasce em parte da imensa imagem que vemos logo no princípio do Corno de Ouro ao entardecer. Em tudo o resto é uma variação sobre 12 Hungry Man, mas pior, porque Poirot não tem a densidade da personagem de Henry Fonda. A somar a isto, ficamos hipnotizados pela visão do cabelo cheio de brilhantina de Hercule Poirot, a personagem mais irritante de sempre.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Notorious, 1946
Vês? Este é o Carry Grant, que não é o Gary Cooper (justamente, no ano de 1946 e em companhia de Ingrid Bergman). Um dos melhores pares da história do cinema. Não fiques aí parado. Se nunca viste, vai ver.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Um sonho desenhado por Dalí
De todos os filmes que Ingrid Bergman fez com Hitchcock falta-me ver Under Capricorn. Mas o meu favorito é este. (Esta cena é de Spellbound.)
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
«The Visit» de Bernhard Wicki, 1964 (ou de como há gente neste blog que anda a ver o mesmo filme mas a minha fotografia é melhor)

A vida encarrega-se de nos ensinar que há coisas que, uma vez perdidas, e dependendo da forma como ficam perdidas, se tornam irrecuperáveis. Não há nada - nada - que nos possa restituir o que fica para trás, nenhum processo pelo qual o possamos recuperar. Para fechar a ferida, dar lugar à cicatriz, torna-se necessária a expiação. Torna-se necessária a vingança.
Um assunto entre um homem e uma mulher (digamos: uma traição, um filho morto) pode ficar pendente durante vinte anos. A mulher não se esquece, deixa o amante que urdiu a sua desgraça, abandona a cidade onde cresceu e onde agora todos a olham de lado, e vai-se embora. O amante segue com a sua vida. Tem um filho. Abre uma loja. Julga-se feliz com a mulher com quem casou. Tem aspirações à política. Um dia a outra regressa.
Depois, vendo o filme, observamos como é imitada na ficção a tristeza que verdadeiramente habita o que é irreversível . Constatamos algo muito cruel: esse lugar do irrecuperável continua a ser preenchido pelas esperanças, pelos desejos de homens (neste caso, interpretado por Anthony Quinn, Serge Miller) e mulheres (Karla Zachanassian, Ingrid Bergman) que sabem que não há como voltar atrás, como regressar ao que se perdeu.
Talvez a essência do trágico, possivelmente uma expressão que serve para designar o ponto em que ferida mais dói, seja isso: o que não pode ser recuperado, o inevitavelmente perdido. Os lugares da memória onde fica ancorado o nosso desejo mas onde o nosso regresso não é possível.
Ésquilo no séc. V resolveu escrever sobre o assunto. A peça chamava-se Agamémnon. Bernhard Wicki realizou em 1964 um filme que é mais ou menos a mesma coisa: The Visit.
The Visit (1964)

O filme de hoje: The Visit. Uma Ingrid Bergman de meia-idade. Furiosamente bela. Uma beleza diferente da sua habitual beleza. A mais bela Erínia. Nem mesmo Ésquilo mostrou tão claramente que a integridade da beleza pode resistir à mais violenta vingança.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Um diálogo de «Notorious», 1946

[Alicia]This is a very strange love affair.
[Devlin]Why?
[Alicia]Maybe the fact that you don't love me.
Uma história mesmo bonita, daquelas que recordam o sentido da expressão conta-me histórias...
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