Nem sucessivas e sucessivas migrações de aves
Perfarão a distância que agora nos separa
Mas esta nau não me levará a casa
E seguir-te não será morrer
Daniel Faria, Poesia, Vera Vouga (edt.), Quasi, 2009 (3a ed.)
(Não me lembro se já copiei algures este poema, de qualquer forma, há pouco lembrei-me dele.)
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quarta-feira, 11 de novembro de 2009
(Como Ariadne Costurando Umbrais)
A meada doba e roda a mão fechada
Em seu silêncio de coisa destruída
Como despetalada uma corola aberta
Boca, ferida, cratera
Círculo que resiste à forma da palavra.
A teia é movimento que persiste
Em sua paciência.
Como Ariadne costurando umbrais
Para que Teseu possa vir do nada.
Daniel Faria, Poesia, Vera Vouga (edt.), Quasi, 2009 (3a ed.)
Em seu silêncio de coisa destruída
Como despetalada uma corola aberta
Boca, ferida, cratera
Círculo que resiste à forma da palavra.
A teia é movimento que persiste
Em sua paciência.
Como Ariadne costurando umbrais
Para que Teseu possa vir do nada.
Daniel Faria, Poesia, Vera Vouga (edt.), Quasi, 2009 (3a ed.)
quarta-feira, 1 de julho de 2009
E desço à verdura das tuas mãos
Como as manadas que buscam as minas
Faltam-me apenas os pés feridos dos que peregrinam
Faltam-me no chão duro das promessas
Os joelhos
Queria tanto andar em redor, rodear-te, se soubesses como
Queria amar-te tanto
O que sei da unidade é a túnica
Tirada à sorte. O que sei da morte e da vida
É o livro escrito por dentro e por fora
Silêncio escrito por dentro
Palavra escrita a toda a volta da história
O que sei do céu
É a mão com que sossegas os ventos
Desço às escrituras
Como o veado aos salmos
Daniel Faria, Poesia, Vera Vouga (edt.), Quasi, 2009 (3a ed.)
Como as manadas que buscam as minas
Faltam-me apenas os pés feridos dos que peregrinam
Faltam-me no chão duro das promessas
Os joelhos
Queria tanto andar em redor, rodear-te, se soubesses como
Queria amar-te tanto
O que sei da unidade é a túnica
Tirada à sorte. O que sei da morte e da vida
É o livro escrito por dentro e por fora
Silêncio escrito por dentro
Palavra escrita a toda a volta da história
O que sei do céu
É a mão com que sossegas os ventos
Desço às escrituras
Como o veado aos salmos
Daniel Faria, Poesia, Vera Vouga (edt.), Quasi, 2009 (3a ed.)
Procuro o lento cimo da transformação
Um som intenso. O vento na árvore fechada
A árvore parada que vem ao meu encontro.
Chamo-a com assobios, convoco os pássaros
E amo a lenta floração dos bandos.
Procuro o cimo de um voo, um planalto
Muito extenso. E amo tanto
A árvore que abre a flor em silêncio.
Daniel Faria, Poesia, Vera Vouga (edt.), Quasi, 2009 (3a ed.)
Um som intenso. O vento na árvore fechada
A árvore parada que vem ao meu encontro.
Chamo-a com assobios, convoco os pássaros
E amo a lenta floração dos bandos.
Procuro o cimo de um voo, um planalto
Muito extenso. E amo tanto
A árvore que abre a flor em silêncio.
Daniel Faria, Poesia, Vera Vouga (edt.), Quasi, 2009 (3a ed.)
domingo, 7 de junho de 2009
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