Acalma-te erva doce
que cresces da terra,
não toques a suave harmonia
das coisas vivas,
morde a tua medida
porque o meu coração está triste
não pode dar harmonia.
Acalma-te erva verde
não subas para os fossos
com o teu canto de luz,
oh fica debaixo da terra
nua na tua semente
como eu faço e não dou
erva de uma palavra.
Alda Merini, A Terra Santa, Clara Rowland (trad.), Livros Cotovia, 2004
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terça-feira, 10 de novembro de 2009
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
24
Nada mais, estou certa, abafará a minha rima,
......contive durante anos o silêncio na garganta
..............como uma armadilha para um sacrifício,
....................chegou agora o momento de cantar
exéquias ao passado.
Alda Merini, A Terra Santa, Clara Rowland (trad.), Livros Cotovia, 2004
......contive durante anos o silêncio na garganta
..............como uma armadilha para um sacrifício,
....................chegou agora o momento de cantar
exéquias ao passado.
Alda Merini, A Terra Santa, Clara Rowland (trad.), Livros Cotovia, 2004
12
Para ti escrevi árduas sentenças,
para ti escrevi todo o meu declínio;
aniquilo-me agora, e nada pode salvar
a minha voz devota, apenas um canto
pode transparecer sobre a minha pele
e é um canto de amor que amadurece
esta minha eternidade sem limites.
Alda Merini, A Terra Santa, Clara Rowland (trad.), Livros Cotovia, 2004
para ti escrevi todo o meu declínio;
aniquilo-me agora, e nada pode salvar
a minha voz devota, apenas um canto
pode transparecer sobre a minha pele
e é um canto de amor que amadurece
esta minha eternidade sem limites.
Alda Merini, A Terra Santa, Clara Rowland (trad.), Livros Cotovia, 2004
domingo, 8 de novembro de 2009
10
Eu era um pássaro
com o branco ventre gentil
alguém me cortou a garganta
...........para se rir,
...........não sei.
Eu era um grande albatroz
e pairava sobre os mares.
Alguém deteve a minha viagem,
sem qualquer caridade de som.
Mas mesmo estendida no chão
eu canto agora para ti
as minhas canções de amor.
Alda Merini, A Terra Santa, Clara Rowland (trad.), Livros Cotovia, 2004
com o branco ventre gentil
alguém me cortou a garganta
...........para se rir,
...........não sei.
Eu era um grande albatroz
e pairava sobre os mares.
Alguém deteve a minha viagem,
sem qualquer caridade de som.
Mas mesmo estendida no chão
eu canto agora para ti
as minhas canções de amor.
Alda Merini, A Terra Santa, Clara Rowland (trad.), Livros Cotovia, 2004
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Alda Merini
A poetisa Alda Merini, de 78 anos, considerada a última grande expoente deste género em Itália, faleceu no domingo no hospital São Paulo de Milão após prolongada doença, informaram os "media" italianos. Ler mais aqui.
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