
O que eu achei deste filme é que ele era uma espécie de pequeno apontamento sobre os bastidores da História, pequenos pormenores que só acontecem nas antecâmaras e que são decisivos. Um rei que é gago e que precisa de discursar. Mais do que um filme sobre ultrapassar uma dificuldade pareceu-me ser um filme sobre quão vital se torna um dom de oratória quando não é possível possuí-lo e é preciso a todo o custo alcançá-lo. Está toda a gente competentemente bem, mas não vi nenhum dos actores ultrapassar-se a si próprio. À parte isso, gosto sempre de ver Londres sob o nevoeiro. E gosto do Colin Firth.